Sim, como toda banda, o Foo Fighters também teve um começo, porém não tão dificil como começar do zero.
O Foo Fighters é formada pelo atual vocalista Dave Grohl, ex baterista do Nirvana.
A ''banda'' iniciou-se após a morte de Kurt Cobain, em 1994. Pouco depois Dave grava seu primeiro disco [praticamente solo], que com exceção da Guitarra de ''X-static'', Dave tocou todos os instrumentos das faixas.
Porém, Dave não queria uma ''banda'' de um só membro. Foi então que convidou Nate Mendel (ex-Sunny Day Real Estate) e o baterista William Goldsmith. Pat Smear que era um membro não oficial do Nirvana, foi adicionado como segundo guitarrista, completando assim a banda.
Seu primeiro single "This Is a Call" foi lançado em junho de 1995, e o álbum de estréia no mês seguinte. "I'll Stick Around" e "Big Me" foram os próximos singles lançados nos meses seguintes.
Em 1997 Dave Grava o cd The Colour and The Shape, em Seatle com o produtor Gil Norton, e após a banda ter conflitos entre Dave e William, este segundo deixou a banda.
-> OBS: Após a saida de William, Dave teve que regravar toda a parte da bateria no cd, onde compôs, por increvel que pareça, em uma semana!
Dave, mais do que tudo, precisava de um novo baterista, que até então contatara Taylor Hawkins (baterista de turnê da Alanis Morissete), sob a possibilidade da indicação de um bom músico, foi então que Taylor se voluntariou para a banda. Aceito na hora!
Em 1997, em pleno VMA (Video Music Awards) Pat Smear (segundo guitarrista), anunciou sua saída.
No final de 2001 a banda gravou seu quarto album: One by One.
Em 14 de junho de 2005 foi lançado o álbum duplo de estúdio In Your Honor. Dave citou que o álbum duplo (um com faixas elétricas e outro acústicas) era uma comemoração do décimo aniversário da banda. Durante a promoção do álbum Grohl, fascinado por OVNIs, teve a chance de apresentar-se no Roswell International Air Center in Roswell, Novo México. O local foi supostamente palco da queda de uma aeronave alienígena em 1947.
A banda decidiu organizar pequenas turnês acústicas em 2006, incluindo o ex-guitarrista Pat Smear, Petra Haden no violino e Rami Jaffee do The Wallflowers no piano e teclado. Em novembro a banda lançou seu primeiro álbum ao vivo, Skin and Bones, com quinze faixas de selecionadas em três concertos em Los Angeles. Um DVD foi lançado logo depois, e apresenta faixas não disponíveis no CD.
Em setembro de 2007, o Foo Fighters lança seu mais novo cd Echoes, Silence, Patience and Grace, onde os principais singles fora ''The Pretender'' e ''Long Road to Ruim''.
Curiosidades:
A banda já arrecadou ao longo da sua carreira 6 prêmios Grammy, cronologicamente aqui apresentados:
- 2001 - Melhor Álbum Rock - There Is Nothing Left to Lose
-2001 - Melhor Video Clip - “Learn to Fly”
- 2003 - Melhor Perfromance Hard Rock - “All My Life”
- 2004 - Melhor Álbum Rock - One By One
- 2008 - Melhor Álbum Rock - Echoes, Silence, Patience & Grace
- 2008 - Melhor Performance Hard Rock - “The Pretender”
Formação atual da Banda:
* Dave Grohl - vocal, guitarra e bateria
* Chris Shiflett - guitarra e backing vocal (1999-atualmente)
* Nate Mandel - baixo
* Taylor Hawkins - bateria, percussão e vocal (1997-atualmente)
Álbuns de estúdio
* Foo Fighters (4 de julho de 1995)
* The Colour and the Shape (20 de maio de 1997)
* There Is Nothing Left to Lose (2 de novembro de 1999)
* One by One (22 de novembro de 2002)
* In Your Honor (14 de julho de 2005)
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
E Vieram os Clássicos
Sim! os clássicos ainda estão vivos.
Mas nem todo mundo sabe disso ¬¬ ... Tipo, se você pergunta pra um cara que curte ''rock'':
''você curte rock neah.... Ja ouviu ZEPPELIN?''
O maldito responde:
''Queiim???''
Isso porque dizem-se ''rockeiros''.
Mas até aí tudo bem, não vamos falar mal dos sem cultura. u.u
Voltando ao assunto, discolei alguns dos Clássicos (bandas e albúns), só pra relembrarmos quem realment manda!
Led Zeppelin - Led Zeppelin I (69) - Led Zeppellin II (69) - Led Zeppelin III (70) - Led Zeppelin IV (71) - Psysical Graffiti (75)
AC/DC - Let There Be Rock (77) - Highway To Hell (79) - Back in Black (80)
Kiss - Destroyer (76) - Love Gun (77) - Creatures Of The Night (82) - Revenge (91)
Scorpions - Lovedrive (79) - Blackout (82) - Love At First Sting (84) - Crazy World (90)
Van Halen - Van Halen I (78) - Van Halen II (79) - 1984 (84)
Aerosmith - Toys in the Attic (75) - Rocks (76) - Pump (89) - Get A Grip (93)
Queen - Sheer Heart Attack (74) - A Night at the Opera (75)
Bon Jovi - Slippery When Wet (86) - New Jersey (88) - These Days (95)
Guns N' Roses - Appetite for Destruction (87)- Use your Illusion I (91) - Use your Illusion II (91)
Deep Purple - In Rock (70) - Fireball (71) - Machine Head (72) - Burn (74)
Rush - Rush (74) - Fly By Night (75)
Alice Cooper - Love It to Death (71)- Billion Dollar Babies (73)
Mas nem todo mundo sabe disso ¬¬ ... Tipo, se você pergunta pra um cara que curte ''rock'':
''você curte rock neah.... Ja ouviu ZEPPELIN?''
O maldito responde:
''Queiim???''
Isso porque dizem-se ''rockeiros''.
Mas até aí tudo bem, não vamos falar mal dos sem cultura. u.u
Voltando ao assunto, discolei alguns dos Clássicos (bandas e albúns), só pra relembrarmos quem realment manda!
Led Zeppelin - Led Zeppelin I (69) - Led Zeppellin II (69) - Led Zeppelin III (70) - Led Zeppelin IV (71) - Psysical Graffiti (75)
AC/DC - Let There Be Rock (77) - Highway To Hell (79) - Back in Black (80)
Kiss - Destroyer (76) - Love Gun (77) - Creatures Of The Night (82) - Revenge (91)
Scorpions - Lovedrive (79) - Blackout (82) - Love At First Sting (84) - Crazy World (90)
Van Halen - Van Halen I (78) - Van Halen II (79) - 1984 (84)
Aerosmith - Toys in the Attic (75) - Rocks (76) - Pump (89) - Get A Grip (93)
Queen - Sheer Heart Attack (74) - A Night at the Opera (75)
Bon Jovi - Slippery When Wet (86) - New Jersey (88) - These Days (95)
Guns N' Roses - Appetite for Destruction (87)- Use your Illusion I (91) - Use your Illusion II (91)
Deep Purple - In Rock (70) - Fireball (71) - Machine Head (72) - Burn (74)
Rush - Rush (74) - Fly By Night (75)
Alice Cooper - Love It to Death (71)- Billion Dollar Babies (73)
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
ROCK’N’ROLL – COMO TUDO COMEÇOU
Como não poderia deixar de ser, a história do rock começa com um grito: o grito do negro, que veio para a América como escravo e influenciou a sociedade norte-americana com a sua musicalidade. Em fins de 1950, nos Estados Unidos, a chamada “geração silenciosa”, marcada pelo fim da Segunda Guerra Mundial, viu-se frente a um ritmo até então desconhecido, derivado da sonoridade de um povo marginalizado. O primeiro grito negro cortou os céus americanos como uma espécie de sonar, talvez a única maneira de fazer o reconhecimento do ambiente novo e hostil que o cercava. À medida que o escravo afundava na cultura local - representada, no plano musical, pela tradição européia – o grito ia se alterando, assumia novas formas.(MUGGIATI, 1973, p. 8) Antes de definir o rock, é preciso considerar o nascimento do blues - resultado da fusão entre a música negra e a européia. Este ritmo se encontra nas raízes musicais dos primeiros artistas de rock e sua denominação decorre da palavra “blue”, que em língua inglesa também significa “triste”, “melancólico”. Assim, essa nova música “doce-amarga” se transformou na principal base para a revolução sonora da década de 50. No entanto, é preciso enfatizar que, além do grito negro e das notas melancólicas do blues, a dança e, principalmente o som das guitarras elétricas, foram fatores essenciais para a caracterização do rock. Neste ponto é que se encontra uma variação do blues: o rhythm and blues. O ‘rhythm and blues’ é a vertente negra do Rock. É ali que vamos buscar, quase que exclusivamente (e só digo quase por espírito científico), as origens corpóreas do Rock. Reprimidos pela sociedade ‘wasp (white, anglo-saxon and protestant)’, a mão-de-obra negra, desde os tempos da escravidão, se refugiava na música (os blues) e na dança para dar vazão, pelo corpo, ao protesto que as vias convencionais não permitiam. (CHACON, 1985, p. 24) Caracterizado como uma versão mais agressiva do blues, o rhythm and blues se formou a partir da necessidade dos cantores em se fazer ouvir nos bares em que tocavam, já que os sons dos instrumentos elétricos exigiam um canto mais gritado (MUGGIATI, 1973). Ainda assim, para a consolidação da primeira forma do rock - o rock’n’roll - houve também a fusão com a música branca, a chamada country and western (música rural dos EUA). Chacon (1985) compara esse gênero ao blues, na medida em que representava o sofrimento dos pequenos camponeses, o lamento. Os principais atingidos pela revolução sonora do rock’n’roll foram os jovens, inicialmente nos Estados Unidos e depois no mundo todo. Nos primeiros anos da década de 1950, estes jovens se encontravam em meio a disputas entre o capitalismo e o comunismo (a guerra da Coréia em 1950) e a uma valorização do consumismo, da modernização, fruto do progresso científico gerado no pós-guerra. Nessa época, a tradicional sociedade norte-americana passou a ser contestada pelos jovens, os quais foram rotulados de rebeldes sem causa. Os filmes de Hollywood representavam a alienação jovem; o personagem de James Dean, no filme Juventude Transviada (1955), representava o comportamento adotado pela juventude: recusar o mundo sem no entanto chegar a uma visão crítica da realidade, divididos entre amor/pacifismo e violência/autodestruição. (MUGGIATI, 1973) No entanto, mais do que o cinema, a música se firmou como o canalizador das idéias contestatórias dos jovens, frente à insatisfação com o sistema cultural, educacional e político. E o rock’n’roll era o ritmo que ditaria esse comportamento. ...a vibração negra, sua voz grave e rouca, sua sexualidade transparente e seu som pesado agora alimentado pela guitarra elétrica, tudo isso parecia bem mais atrativo a milhões de jovens, inicialmente americanos mas logo por todo o mundo, que pareciam procurar seu próprio estilo de vida. (CHACON, 1985, p. 25) O rock’n’roll, afinal, surgiu na América como um movimento da contracultura, visto que suas primeiras manifestações eram contrárias aos valores até então veiculados: “(...) figuravam convites à dança e ao amor (não necessariamente ao casamento), descrições de carros e de garotas, histórias de colégio e dramas da adolescência...”(MUGGIATI, 1985, p. 19-20) Em 1954, Bill Haley and his Comets, com a música (We´re Gonna) Rock around the clock, levou os jovens a ingressarem nesse novo ritmo – que no início era apenas um modismo - a partir da expressão contida no título da música, ou seja, dançando sem parar (around the clock). Esta música, que lançou Bill Haley para o sucesso mundial, também fez parte do filme Blackboard Jungle (Sementes de Violência). A denominação deste novo gênero, que revolucionou a maneira de fazer e ouvir música a partir de 1950, veio de um disc-jockey norte-americano, Alan Freed, que se inspirou em um velho blues: My daddy he rocks me with a steady roll (Meu homem me embala com um balanço legal). Ele foi um personagem importante para os primeiros momentos do rock, já que passou a divulgar ‘festinhas de rock’n’roll após o programa de música clássica que mantinha em uma rádio em Ohio. Tudo começou quando foi convidado por um amigo a visitar uma loja de discos em que viu vários jovens dançando ao som de uma música que até então ele nunca havia parado para ouvir: o rhythm and blues. (MUGGIATI, 1973, p. 36) O rock é muito mais do que um tipo de música: ele se tornou uma maneira de ser, uma ótica da realidade, uma forma de comportamento. O rock ´é´ e ´se define´ pelo seu público. Que, por não ser uniforme, por variar individual e coletivamente, exige do rock a mesma polimorfia (...)Mais polimorfo ainda porque seu mercado básico, o jovem, é dominado pelo sentimento da busca que dificulta o alcance ao porto da definição ( e da estagnação...) (CHACON, 1985, p. 18-19) Assim, o ritmo dançante da música de Bill Haley contagiou os jovens e também levou muitos outros artistas a seguirem seus passos. Ele adaptou o ritmo do swing (ritmo dançante) ao som das guitarras elétricas e transformou (We´re Gonna)Rock around the clock no hino oficial do rock’n’roll. Depois de Haley, outros artistas da década de 50, como Chuck Berry, Little Richard, Buddy Holly e Jerry Lee Lewis também marcaram presença na história do rock’n’roll. A música do ex-trombadinha negro, Chuck Berry, foi inclusive inspiração para outros artistas que apareceram no cenário do rock anos mais tarde. Johnny B. Goode, de autoria de Berry, é até hoje ouvida e tocada por muitos amantes do rock em geral. Um dos artistas mais importantes dos primeiros anos do rock’n’roll foi Elvis Presley. Como explica Chacon (1985), “só um símbolo sexual, devidamente municiado pelos melhores autores e ‘cantando e suando como um negro’ poderia transformar aquele modismo numa verdadeira revolução”. A sensualidade presente na voz rouca e na sua maneira de dançar, que transformaram Elvis numa superestrela do rock, tornou-o um exemplo clássico da influência negra sobre a sociedade branca norte-americana – aspectos para os quais Chacon (1985) chama a atenção. Além disso, sua história também tem pontos em comum com a de outros artistas: vidas atribuladas, envolvimento com drogas, relacionamentos desfeitos e um triste fim. Estes foram também alguns dos ingredientes das vidas de Jerry Lee Lewis, que teve muitos problemas com bebida e se casou várias vezes ou de Buddy Holly, que morreu ainda jovem em um desastre de avião. O envolvimento com drogas e a vida atribulada dos artistas de rock ficaram marcados como algumas das características do gênero; a vida dos artistas citados acima demonstra que isso começou ainda nos primórdios do rock’n’roll. “O Rei do Rock” Elvis Aaron Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississipi, em um casebre de dois cômodos. Seu irmão gêmeo, Jesse Garon, morreu ao nascer. Talvez levada pelo sentimento dessa perda, a mãe de Elvis, Gladys, idolatrava o filho. Desde criança, Elvis interessava-se pela música; aos oito anos ganhou da mãe sua primeira guitarra. Ele ia com seus pais à igreja freqüentemente e adorava música gospel, o que o fez entrar para um coral. Além da música que ouvia na igreja, Elvis tornou-se um ouvinte assíduo de rádios que tocavam blues e r&b(rhythm and blues). Em 1948, Elvis mudou-se com a família para Memphis, onde seu pai arranjou um emprego de caminhoneiro. Como não se preocupava muito com os estudos, Elvis contentava-se em garantir o mesmo emprego de seu pai, mas continuava a interessar-se por música. No último ano escolar, o até então tímido Elvis Presley começou a chamar atenção. Ele levava o violão para a escola (chegou a ganhar um concurso de talentos) e adotou um estilo de cabelo diferente, mais comprido, além de usar roupas vistosas e multicoloridas. Foi quando conseguiu um emprego como chofer que percebeu a chance para uma reviravolta na sua vida: Naquele verão, em seu novo emprego (...) para uma companhia de eletricidade, Elvis estacionou durante a hora do almoço diante do número 706 da Union Avenue, em Memphis. Pagou quatro dólares e saiu com o único exemplar do primeiro disco de Elvis Presley, um acetato de dez polegadas com uma canção em cada lado.” (MUGGIATI, 1985, p.30) Este primeiro disco que gravou pela Sun Records não impressionou o dono da gravadora, Sam Phillips. Mas quando ele juntou-se ao guitarrista Scotty Moore e ao baixista Bill Black, uma brincadeira de estúdio chamou a atenção de Phillips, que os mandou continuar com a gravação. Essa brincadeira era a música That’s all Right (Mama), do bluesman negro Arthur “Big Boy” Crudup e virou o primeiro sucesso comercial de Elvis Presley. A partir daí iniciaram turnê pelos Estados Unidos. A gravação de That’s all Righ (Mama) representou a “síntese da música blues e country que deu origem ao chamado ‘rockabilly’ (...) uma criação de Elvis Presley, que combinou o estilo vocal rouco e emocionado e a ênfase no ‘feeling’ rítmico do blues...” (Friedlander, 2002, p. 70) O guitarrista Scotty Moore também contribuiu para esse estilo, ao misturar o estilo country de tocar com a nota sustentada do blues. O sucesso do rock’n’roll fez com que as grandes gravadoras procurassem novos artistas. A RCA, percebendo o efeito de Elvis nas platéias, pagou à Sun 35 mil dólares pelo último ano de seu contrato. Assim, Elvis Presley caiu nas mãos do “coronel” Tom Parker. Como aponta Friedlander (2002), Elvis não era o mais talentoso instrumentista ou compositor, mas ele teve “o momento” e “a equipe”, o que fez toda a diferença. A brilhante capacidade de Tom Parker para divulgação e gerenciamento da carreira de Elvis foi essencial para sua transformação em “Rei do Rock”. Assim, seguiram-se centenas de discos, dezenas de filmes e longas turnês, embalados pela histeria das fãs que não resistiam à sensualidade de Elvis. Em 1956, ele gravou Heartbreak Hotel e I Want You, I Need You, I Love You. As duas músicas conquistaram o primeiro lugar das paradas de sucesso, sendo que no final deste ano, o domínio era literalmente seu. Don’t Be Cruel e Hound Dog formavam um compacto duplo que chegou ao primeiro lugar. Entretanto, gradativamente Elvis ia perdendo sua vida própria, sendo cada vez mais manipulado para fins comerciais. No final dos anos 50, Elvis alistou-se no exército, quando teve seu cabelo – “um dos símbolos da masculinidade roqueira’ – cortado. “Impulsionado pela imagem de Elvis, ‘o patriota’, sua fama (...) aumentou, inclusive entre os adultos”. (id. p. 73) Durante o período em que se alistou, Elvis perdeu a mãe, fato que muitos consideram nunca ter sido superado por ele. No início dos anos 60, enquanto o rock’n’roll seguia seu curso, Elvis resolveu gravar “baladas água com açúcar”, como It’s Now ou Never e Are You Lonesome Tonight?. Nesta época, ele não dominava mais as paradas, deixando até mesmo de apresentar-se em público e perdendo a postura de “roqueiro rebelde”. Em 1968, Elvis volta aos palcos, mas estava exausto. A partir de 1970, seu comportamento autodestrutivo começou a preocupar alguns de seus amigos. Elvis havia engordado bastante (tinha que fazer dietas para apresentar-se em público) e estava usando tantas drogas, que chegou ao ponto de não conseguir levantar da cama em certos dias. O depoimento de um amigo constata que “seu corpo não funcionava mais como o de um ser humano normal. (...) Ele era uma farmácia ambulante”. (id. p. 75) Essa fase também representou o isolamento de Elvis, que vivia fechado em sua mansão em Graceland. Em 16 de agosto de 1977, seu organismo esgotou-se, e ele morreu no banheiro de sua mansão, com pelo menos dez tipos de drogas circulando pelo seu corpo. Até o final de sua carreira, Elvis Presley emplacou 107 canções de sucesso, o que representa um recorde – os Beatles ocupam o segundo lugar com a marca de 48 canções. Até hoje considerado por muitos o “Rei do Rock”, a importância de Elvis reside no fato de foi ele quem solidificou o rock como um estilo de música popular. Para a juventude de sua época, foi o representante da rebeldia, sexualidade e vitalidade. A “Geração Beat” Em fins de 1950, o rock’n’roll já se apresentava como um produto inserido no sistema cultural. A postura de diversos setores da sociedade havia mudado em relação ao rock: se antes ele era maldito, condenado pelos setores mais conservadores, agora já fazia parte dos valores da sociedade em geral. Nessa época, o gênero sofreu um “esvaziamento”, provocado pela intensa comercialização dos discos de rock’n’roll e a divulgação de ritmos dançantes. Essa ´comercialização´, esse abrandamento do fogo do rock, repercute entre os próprios artistas negros quando à prosperidade da Era de Eisenhower promove o aparecimento de uma classe média negra que se pretende ´respeitável´ e psicologicamente embranquecida. (MUGGIATI, 1973, p. 41) Ao mesmo tempo em que o rock’n’roll se expandia, alguns músicos negros passaram a criar um tipo de música mais suave, até mesmo religiosa: “Era uma música sob medida para servir de pano de fundo sonoro à TV...”(id.) Um dos presidentes dos Estados Unidos no final da década de 1950, Eisenhower foi um herói da Segunda Guerra; sob seu governo, o país era considerado o guardião da paz no mundo, apesar da entrada na Guerra do Vietnã. Esse acontecimento desencadeou muitas manifestações por parte dos jovens, que condenavam a guerra. Por volta de 1960, um novo personagem surge no cenário do rock, movido pelo ideal de revolução e por forte sentimento político: Bob Dylan, o “apanhador nos campos de centeio”. Como compara Muggiati (1973), Dylan é a personificação de Holden Caulfield, o garoto desajustado do livro de J. D. Salinger – personagem considerado o ponto de ruptura no modelo juvenil americano da década de 50. Paralelamente à música de Dylan, o movimento beatnik também movimentava a América, inclusive influenciando na composição das músicas e na postura dos jovens da época. A expressão beat, segundo Mugiatti (1985, p. 61), poderia representar “batida”, “ritmo” ou também “derrotado”, “cansado”, enquanto que nik relacionava-se a “esquerdismo”, “rebelião”. Jack Kerouac e Allen Ginsberg foram importantes representantes da estética beat. A música de Dylan se encaixa em um novo “modelo” de rock que surgia no começo da década de 60: a canção de protesto. Junto com Joan Baez, uma cantora de ascendência mexicana, Dylan se tornou o porta-voz da juventude pela liberdade, contra a guerra do Vietnã e o preconceito racial. Em 1963, os dois estavam na Marcha dos Direitos Civis sobre Washington, ao lado do líder negro Martin Luther King. A música de Dylan e Baez era a chamada folk song. Ao som de violão, voz e gaita, eles se preocupavam com a poesia das letras; o importante, nesse caso, era a mensagem a ser transmitida. Uma das canções de Dylan de maior sucesso foi Blowin’ in the Wind; ele também publicou um livro de poemas, intitulado Tarantula, em 1966. Joan Baez teve uma de suas canções, Diamonds and Rust, regravada anos mais tarde por uma banda de heavy metal, Judas Priest. No entanto, a influência de Bob Dylan (vaiado no Festival de Newport por se apresentar ao som de guitarra elétrica) e Joan Baez foi se dissolvendo a partir de 1965, como explica Chacon (1985): ...parece ter sido o ano da virada. O burburinho que vinha se formando no início da década, seja no sentido Rock, seja num sentido mais amplo, tomou contornos rápidos a partir daquele ano e tornou São Francisco a nova capital do mundo juvenil.
Estilos Do Rock
DÉCADA DE 1950
O rock and roll nasceu da mistura de 3 (três) gêneros musicais distintos da música americana: blues, country e jazz.Estilos de rock:Rockabilly: conhecido como country-soul, foi o estilo de rock de Carl Perkins, Gene Vincent, Eddie Cochran, Johnny Burnette e Dorsey Burnette. Country rock: bastante parecido com o rockabilly, e as suas maiores estrelas foram Bill Haley, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash e Bob Luman. Classic rock: mistura de vários outros tipos de músicas; seus maiores representantes foram Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Bo Diddley, e Buddy Holly New Orleans dance blues: gênero em que predominavam baladas, tendo o piano como instrumento principal. Little Richard e Fats Domino destacaram-se. Chicago R&B (Rhythm and blues): basicamente uma versão negra do rockabilly, que tinha Chuck Berry e Bo Diddley como mestres. Grupo vocal: sem instrumentos, podem ser comparados às boy bands de atualmente. Eram bandas em que era usado somente a voz, sem instrumentos.
DÉCADA DE 1960
Momento mais popular e prolífero do rock, trazia as idéias de quem tinha visto o rock surgir e de quem não havia conseguido sucesso na década anterior. O movimento anti-guerra e as drogas, combinados, deram origem ao pensamento dessa década.Invasão britânica ou British Invasion foi um influxo de artistas de rock and roll do Reino Unido (em sua maior parte originários da Inglaterra) que se tornaram populares nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e outros países. A Invasão Britânica clássica ocorreu entre 1964 e 1966, mas o termo também se aplica a "ondas" posteriores de artistas britânicos que alcançaram um impacto significante fora da Grã-Bretanha. O sucesso que os Beatles e os Rolling Stones fizeram nesta época foi o responsável por difundir o rock pelo mundo. Psicodelismo/Acid rock: o acid rock buscava reproduzir os efeitos da maconha e do LSD usando distorções, pedais de efeito, teclados, escalas hindus ou muito volume. Os principais nomes do acid rock foram os grupos: The Doors, Jefferson Airplane, Beatles, Grateful Dead, Love e Jimi Hendrix. Marcantes na evolução do rock nos anos 60 foram os festivais de música, como o de Woodstock em que se apresentaram nomes como o próprio Hendrix e Santana, e o de Monterey, que teve a presença de Janis Joplin. Rock experimental: rock que misturava elementos de vários estilos musicais associados ao rock ou não. Costuma ser confundido com o progressivo e/ou psicadélico, embora rock experimental seja a melhor denominação. Caracteriza-se pela complexidade musical elevada. Beatles (fase final), Iron Butterfly, Jimi Hendrix, Frank Zappa e vários outros encaixam-se nessa categoria. Rock progressivo: músicas de longa duração, desde os quatro minutos até os discos de uma única faixa; utilização e apropriação de elementos de vários estilos não comumente associados ao rock: a música folclórica (do país da banda em questão), o jazz, a música erudita, o blues, etc. Exemplos mais ilustres: Jethro Tull, Yes, Genesis, Emerson, Lake & Palmer, Pink Floyd e King Crimson, bem como o Rush em meados dos anos 70 e o Marillion nos anos 80. No Brasil, essa evolução do rock surgiu com A Bolha, em 1965. Surf music: com pegadas fortes e distorcidas, e com traço principal o reverb (eco). Muitas das bandas são apenas instrumentais, podendo haver apenas o Baixo. Considerar as banda Los Straitjackets, e no Brasil Retrofoguetes. É importante não confundir Surf music com Surf rock, onde temos os Beach Boys e The Ventures. Ópera rock: estilo de rock que conta histórias com muitos minutos. As óperas mais famosas incluem Tommy e Quadrophenia, do The Who, Arthur, do The Kinks, S.F. Sorrow, do The Pretty Things, The Wall, do Pink Floyd e The Celebration Of The Lizard King do The Doors. A primeira banda brasileira a lançar uma ópera-rock chamava-se Cartoon, isso foi no seu segundo álbum Bigorna. O álbum, por sua vez, contava a história bem-humorada do Rei Arthur e sua espada Excalibur, que é substituída por um martelo. Garage rock: para estes roqueiros, celebridade e muito dinheiro importavam ainda menos que sofisticação musical, qualquer um pode fazer rock de garagem, basta ter instrumentos, saber três acordes ou marcar um 4/4. É também conhecido como proto-punk, já que o punk foi inspirado nesse estilo. O estilo é conhecido, basicamente, pelas composições "Wild Thing", da banda inglesa The Troggs, e "Leader of the Pack", das americanas The Shangri-Las. Blues rock: esse estilo de rock contém extrema influência de blues, Rolling Stones, The Animals, Janis Joplin, The Beatles, The Doors, Cream e The Who são os precursores. Deu origem ao hard rock. Considerado por muitos um estilo purista. Iê-Iê-Iê: o rock and roll brasileiro era chamado de iê-iê-iê, por influência da expressão Yeah, yeah, yeah, presente em músicas dos Beatles (como She Loves You). O rock brasileiro tinha como influências da Inglaterra e dos Estados Unidos, dependendo do artista ou banda. Os principais roqueiros brasileiros do período são Roberto Carlos e Erasmo Carlos, porém nomes como Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, Os Incríveis, Wanderléa, Martinha, e muitos outros que participaram da Jovem Guarda também contam.
DÉCADA DE 1970
No final da década de 60 houve um retorno a um rock mais direto e primitivo, como uma resposta daqueles que não gostavam da psicodelia, sendo que como resultado a psicodelia sumiu, deixando somente o seu "filho": o rock progressivo.Hard rock: o estilo que marcou esta década unia a modernidade do rock com estilos como o blues e o jazz.[carece de fontes?] Bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple, Aerosmith, Kiss, Blue Cheer, AC/DC, entre outras, ajudaram a forjar o estilo. O hard rock se tornou tão popular que suas características acabaram se tornando o conceito de rock para a maioria, o que posteriormente gerou muita confusão ao criar o heavy metal.[carece de fontes?] Glam rock: rock com purpurinas e saltos altos, os nomes mais conhecidos internacionalmente são: Sweet, New York Dolls, Gary Glitter, T. Rex, Queen, David Bowie, Roxy Music, Slade, Heart etc. No Brasil o grande representante do glam rock foi o grupo Secos & Molhados, que surgiu nos anos 70. Punk rock: o punk foi um estilo que surgiu no final dos anos 70, quando o rock estava sofrendo um momento de impopularidade e as apresentações ao vivo não estavam fazendo muito sucesso. Pregava o jeito "Faça Você Mesmo" (Do It Yourself) de fazer música, em direta oposição ao som extremamente esmerado do progressivo. Defendia a rebeldia e de certa forma herdou do rock a crítica social. Como principais nomes podem ser citados: Ramones (um punk de categoria e também considerados percursores do estilo) ,The Troggs, Sex Pistols, The Clash, Television, Patti Smith, The Stooges (do Iggy Pop, considerados Pré Punk) entre outros.
DÉCADA DE 1980
New wave: intermediário entre o pop e o punk. Recebeu também influências da disco music e dos ritmos jamaicanos reggae e ska. Seus principais nomes foram: The B-52's, Talking Heads, The Police, Culture Club, Duran Duran, New Order entre outros. Heavy metal: baseado no hard rock, já existiam músicas e bandas de heavy metal na década anterior, como Judas Priest e Motörhead, mas foi nos anos 80 que o metal se concretizou como um estilo próprio, criando suas vertentes e abandonando as características do rock and roll. Nesta época o metal ganhou força, surgindo a qualidade musical e destreza de seus músicos. As músicas tem velocidade em riffs e solos,.Entre os exemplos citam-se Iron Maiden, Judas Priest, Motörhead, Saxon, Accept, Manowar.,entre vários outros em seus sub-genêros. Garage rock revival: assim como nos anos 60, o estilo também era garageiro e underground, a única diferenca foi o uso da guitarra "fuzz" em massa, causando um estrago no som, e as letras, que geralmente abordavam filmes de terrores etc e tal. Uma das percussoras do garage rock revival é a banda Fuzztones. Thrash metal: estilo musical caracterizado por um ritmo acentuadamente mais rápido do que o heavy metal, porém usualmente com uma bateria mais estática, com menos repiques. As letras são usualmente gritadas pelos vocalistas, numa espécie de tentativa de se adequar aos temas violentos por elas retratadas. Entre os exemplos citam-se Metallica (primeiros trabalhos), Megadeth, Slayer, Kreator, Sodom, Anthrax, Pantera e Sepultura. Power metal: o metal melódico é uma versão com coro do heavy metal tradicional criado em meados dos anos 80 por uma banda alemã chamada Helloween e faz criticas sobre governos atuais ou medievais, fala também sobre coisas medievais como guerras, dragões, cavaleiros e etc. Entre os exemplos citam-se Helloween, Stratovarius, Blind guardian, Rhapsody e Angra Post-punk: mais intelectualizado e intimista que o punk rock, o pós-punk caracteriza-se pelas letras existencialistas e pessimistas, o ênfase no baixo e na bateria e as influências do art rock, do proto-punk e do krautrock. As principais bandas do post-punk são Joy Division, Public Image Ltd, The Cure, Siouxsie & the Banshees, Echo & the Bunnymen, The Fall, Gang of Four, Jesus and Mary Chain e The Smiths. Gothic rock: em música, chama-se de gótico, em geral, o rock com predominância de tons menores. Frequentemente trata de passagens tristes e melancólicas em suas letras. Outra característica do gótico é o uso de aparelhos de música eletrônica. Exemplos: Bauhaus, Alien Sex Fiend, Christian Death, Sisters of Mercy e The Birthday Party. Há muita confusão por parte dos ouvintes de gothic metal, que tem pouca relação com o rock gótico. Rock alternativo ou indie rock: rock alternativo, ou independente, é o movimento que procura sonoridades diferentes dentro do rock, fugindo do hard rock. Usam de um apelo diferente, trazendo influências de outros estilos e experimentando coisas novas, como o Sonic Youth e Pixies. O termo indie vem de independent, "independente", ou seja, bandas underground que não tinham apoio das grandes gravadoras. O rótulo de rock alternativo é usado para enquadrar tudo que não se enquadra nos outros nomes. Hardcore: Dead Kennedys, Discharge e Exploited são apenas alguns dos nomes mais conhecidos desta variante do punk, muito mais barulhenta e politicamente orientada (por isso denominada por alguns de "anarco-punk"). Bandas como Bad Religion, Descendents e Hüsker Dü ( as duas ultimas faziam um hardcore / punk rock mais limpo com letras voltadas ao cotidiano), deram origem ao Hardcore Melódico, que fez escola nos anos 90. Rock brasileiro: artistas e bandas como Cazuza e Renato Russo que explodiram no Brasil com seu rock e suas idéias. Alguns destes expoentes foram: Os Replicantes,Os Inocentes,Ultraje a Rigor, Lobão, Ira!, Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso Titãs, RPM, Fausto Fawcett e Os Robôs Efêmeros, Engenheiros do Hawaii, Garotos Podres,Camisa de Vênus, Plebe Rude, 365, Capital Inicial, Barão Vermelho, Blitz, Lulu Santos, Catedral, Kid Abelha, Raul Seixas e Nenhum de Nós.
DÉCADA DE 2000
Com o pop dominando as paradas, o rock parecia ter perdido a força. No entanto uma nova vertente do estilo, mais consciente sobre a relação do rock e a diversidade da música surgiu, demonstrando toda a vitalidade do ideal do "rock'n'roll" que insiste em não morrer. Grupos com influências diversas se dividiram entre aqueles que eram excessivamente influenciados por outros estilos de música e aqueles que preferiam manter a crueza dos fundamentos. Tendo em comum, porém a aceitação da heterogeneidade e a exaltação da história trilhada pelo rock até então, motivo pelo qual muitas das bandas surgidas nessa época serem acusadas de apenas "requentar" fórmulas já expostas por outras bandas.
Uma das bandas que comumente é associada a esse período é The Strokes. Porém o título de "salvadora do rock" é impreciso uma vez que a banda não se impôs como um novo paradigma. No entanto, trouxe a tona o hábito, por parte da mídia e do marketing, de eleger aquele que deveria segurar as rédeas do meio cultural do rock, o que eventualmente acaba não acontecendo.
Mas não foram só os Strokes que viraram queridinhos da mídia: The Vines, Yeah Yeah Yeahs, Interpol, Libertines e White Stripes também foram chamados de "the next big thing", tendo, no entanto, apenas uma importância módica na cultura pop.
No outro lado da questão, algumas bandas surgiram e/ou se estabeleceram distante de círculos hypados dos jornais de Londres e das pistas de dança modernas. Algumas delas são: Queens of the Stone Age e The Mars Volta.
Indie rock: O indie rock dessa década (que se afastou completamente da proposta original de rotular bandas auto-produzidas) perdeu toda a ideia dos anos 90 e ficou mais conhecido por serem bandas de rock alternativo se aproximando do pop, os diversos subgeneros criados com esse estilo são marcadas pelo revivalismo do pós-punk do anos 80 só que feito de um jeito mais contemporâneo. Típicas bandas influenciadoras: Gang of Four, Blondie, Joy Division, The Cure. Alguns exemplos desse estilo: Franz Ferdinand, Bloc Party, Kaiser Chiefs, 'The Coral, Raconteurs, She Wants Revenge, Arctic Monkeys etc. O indie rock dos anos 2000, acabou levando a muitos outros estilos, alguns até hoje não rotulados. A situação caminhou a tal ponto que é quase impossível saber o que é e o que não é indie rock. Garage rock revival: Altamente confundido com o indie rock. O garage rock revival é um rock minimalista: poucos acordes, guitarristas distorcidas, sem "firulas". Seria uma especie de rock de garagem só que mais moderno e mais bem elaborado. Diferente do conhecido garage rock, o garage rock revival dos anos 2000 não segue as regras do anteriores, dos anos 60 e 80, ele só é chamado de "garage rock" por ser um rock cru. Dance-punk (ou disco-punk): Pode ser considerado um tipo de indie rock, pois também tem clara influencia do pós-punk. A mistura de ritmos e batidas dançantes com o punk e a New Rave, movimento que começou em Londres e tem como percussores as bandas: Radio 4, LCD Soundsystem, Klaxons, Shitdisco, The Rapture e tem como maior característica a mistura do punk rock, pós-punk e samples de Música Eletrônica atuais. Em 2006 fora criado a New Rave, um movimento de Dance-punk europeu.
O rock and roll nasceu da mistura de 3 (três) gêneros musicais distintos da música americana: blues, country e jazz.Estilos de rock:Rockabilly: conhecido como country-soul, foi o estilo de rock de Carl Perkins, Gene Vincent, Eddie Cochran, Johnny Burnette e Dorsey Burnette. Country rock: bastante parecido com o rockabilly, e as suas maiores estrelas foram Bill Haley, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash e Bob Luman. Classic rock: mistura de vários outros tipos de músicas; seus maiores representantes foram Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Bo Diddley, e Buddy Holly New Orleans dance blues: gênero em que predominavam baladas, tendo o piano como instrumento principal. Little Richard e Fats Domino destacaram-se. Chicago R&B (Rhythm and blues): basicamente uma versão negra do rockabilly, que tinha Chuck Berry e Bo Diddley como mestres. Grupo vocal: sem instrumentos, podem ser comparados às boy bands de atualmente. Eram bandas em que era usado somente a voz, sem instrumentos.
DÉCADA DE 1960
Momento mais popular e prolífero do rock, trazia as idéias de quem tinha visto o rock surgir e de quem não havia conseguido sucesso na década anterior. O movimento anti-guerra e as drogas, combinados, deram origem ao pensamento dessa década.Invasão britânica ou British Invasion foi um influxo de artistas de rock and roll do Reino Unido (em sua maior parte originários da Inglaterra) que se tornaram populares nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e outros países. A Invasão Britânica clássica ocorreu entre 1964 e 1966, mas o termo também se aplica a "ondas" posteriores de artistas britânicos que alcançaram um impacto significante fora da Grã-Bretanha. O sucesso que os Beatles e os Rolling Stones fizeram nesta época foi o responsável por difundir o rock pelo mundo. Psicodelismo/Acid rock: o acid rock buscava reproduzir os efeitos da maconha e do LSD usando distorções, pedais de efeito, teclados, escalas hindus ou muito volume. Os principais nomes do acid rock foram os grupos: The Doors, Jefferson Airplane, Beatles, Grateful Dead, Love e Jimi Hendrix. Marcantes na evolução do rock nos anos 60 foram os festivais de música, como o de Woodstock em que se apresentaram nomes como o próprio Hendrix e Santana, e o de Monterey, que teve a presença de Janis Joplin. Rock experimental: rock que misturava elementos de vários estilos musicais associados ao rock ou não. Costuma ser confundido com o progressivo e/ou psicadélico, embora rock experimental seja a melhor denominação. Caracteriza-se pela complexidade musical elevada. Beatles (fase final), Iron Butterfly, Jimi Hendrix, Frank Zappa e vários outros encaixam-se nessa categoria. Rock progressivo: músicas de longa duração, desde os quatro minutos até os discos de uma única faixa; utilização e apropriação de elementos de vários estilos não comumente associados ao rock: a música folclórica (do país da banda em questão), o jazz, a música erudita, o blues, etc. Exemplos mais ilustres: Jethro Tull, Yes, Genesis, Emerson, Lake & Palmer, Pink Floyd e King Crimson, bem como o Rush em meados dos anos 70 e o Marillion nos anos 80. No Brasil, essa evolução do rock surgiu com A Bolha, em 1965. Surf music: com pegadas fortes e distorcidas, e com traço principal o reverb (eco). Muitas das bandas são apenas instrumentais, podendo haver apenas o Baixo. Considerar as banda Los Straitjackets, e no Brasil Retrofoguetes. É importante não confundir Surf music com Surf rock, onde temos os Beach Boys e The Ventures. Ópera rock: estilo de rock que conta histórias com muitos minutos. As óperas mais famosas incluem Tommy e Quadrophenia, do The Who, Arthur, do The Kinks, S.F. Sorrow, do The Pretty Things, The Wall, do Pink Floyd e The Celebration Of The Lizard King do The Doors. A primeira banda brasileira a lançar uma ópera-rock chamava-se Cartoon, isso foi no seu segundo álbum Bigorna. O álbum, por sua vez, contava a história bem-humorada do Rei Arthur e sua espada Excalibur, que é substituída por um martelo. Garage rock: para estes roqueiros, celebridade e muito dinheiro importavam ainda menos que sofisticação musical, qualquer um pode fazer rock de garagem, basta ter instrumentos, saber três acordes ou marcar um 4/4. É também conhecido como proto-punk, já que o punk foi inspirado nesse estilo. O estilo é conhecido, basicamente, pelas composições "Wild Thing", da banda inglesa The Troggs, e "Leader of the Pack", das americanas The Shangri-Las. Blues rock: esse estilo de rock contém extrema influência de blues, Rolling Stones, The Animals, Janis Joplin, The Beatles, The Doors, Cream e The Who são os precursores. Deu origem ao hard rock. Considerado por muitos um estilo purista. Iê-Iê-Iê: o rock and roll brasileiro era chamado de iê-iê-iê, por influência da expressão Yeah, yeah, yeah, presente em músicas dos Beatles (como She Loves You). O rock brasileiro tinha como influências da Inglaterra e dos Estados Unidos, dependendo do artista ou banda. Os principais roqueiros brasileiros do período são Roberto Carlos e Erasmo Carlos, porém nomes como Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, Os Incríveis, Wanderléa, Martinha, e muitos outros que participaram da Jovem Guarda também contam.
DÉCADA DE 1970
No final da década de 60 houve um retorno a um rock mais direto e primitivo, como uma resposta daqueles que não gostavam da psicodelia, sendo que como resultado a psicodelia sumiu, deixando somente o seu "filho": o rock progressivo.Hard rock: o estilo que marcou esta década unia a modernidade do rock com estilos como o blues e o jazz.[carece de fontes?] Bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple, Aerosmith, Kiss, Blue Cheer, AC/DC, entre outras, ajudaram a forjar o estilo. O hard rock se tornou tão popular que suas características acabaram se tornando o conceito de rock para a maioria, o que posteriormente gerou muita confusão ao criar o heavy metal.[carece de fontes?] Glam rock: rock com purpurinas e saltos altos, os nomes mais conhecidos internacionalmente são: Sweet, New York Dolls, Gary Glitter, T. Rex, Queen, David Bowie, Roxy Music, Slade, Heart etc. No Brasil o grande representante do glam rock foi o grupo Secos & Molhados, que surgiu nos anos 70. Punk rock: o punk foi um estilo que surgiu no final dos anos 70, quando o rock estava sofrendo um momento de impopularidade e as apresentações ao vivo não estavam fazendo muito sucesso. Pregava o jeito "Faça Você Mesmo" (Do It Yourself) de fazer música, em direta oposição ao som extremamente esmerado do progressivo. Defendia a rebeldia e de certa forma herdou do rock a crítica social. Como principais nomes podem ser citados: Ramones (um punk de categoria e também considerados percursores do estilo) ,The Troggs, Sex Pistols, The Clash, Television, Patti Smith, The Stooges (do Iggy Pop, considerados Pré Punk) entre outros.
DÉCADA DE 1980
New wave: intermediário entre o pop e o punk. Recebeu também influências da disco music e dos ritmos jamaicanos reggae e ska. Seus principais nomes foram: The B-52's, Talking Heads, The Police, Culture Club, Duran Duran, New Order entre outros. Heavy metal: baseado no hard rock, já existiam músicas e bandas de heavy metal na década anterior, como Judas Priest e Motörhead, mas foi nos anos 80 que o metal se concretizou como um estilo próprio, criando suas vertentes e abandonando as características do rock and roll. Nesta época o metal ganhou força, surgindo a qualidade musical e destreza de seus músicos. As músicas tem velocidade em riffs e solos,.Entre os exemplos citam-se Iron Maiden, Judas Priest, Motörhead, Saxon, Accept, Manowar.,entre vários outros em seus sub-genêros. Garage rock revival: assim como nos anos 60, o estilo também era garageiro e underground, a única diferenca foi o uso da guitarra "fuzz" em massa, causando um estrago no som, e as letras, que geralmente abordavam filmes de terrores etc e tal. Uma das percussoras do garage rock revival é a banda Fuzztones. Thrash metal: estilo musical caracterizado por um ritmo acentuadamente mais rápido do que o heavy metal, porém usualmente com uma bateria mais estática, com menos repiques. As letras são usualmente gritadas pelos vocalistas, numa espécie de tentativa de se adequar aos temas violentos por elas retratadas. Entre os exemplos citam-se Metallica (primeiros trabalhos), Megadeth, Slayer, Kreator, Sodom, Anthrax, Pantera e Sepultura. Power metal: o metal melódico é uma versão com coro do heavy metal tradicional criado em meados dos anos 80 por uma banda alemã chamada Helloween e faz criticas sobre governos atuais ou medievais, fala também sobre coisas medievais como guerras, dragões, cavaleiros e etc. Entre os exemplos citam-se Helloween, Stratovarius, Blind guardian, Rhapsody e Angra Post-punk: mais intelectualizado e intimista que o punk rock, o pós-punk caracteriza-se pelas letras existencialistas e pessimistas, o ênfase no baixo e na bateria e as influências do art rock, do proto-punk e do krautrock. As principais bandas do post-punk são Joy Division, Public Image Ltd, The Cure, Siouxsie & the Banshees, Echo & the Bunnymen, The Fall, Gang of Four, Jesus and Mary Chain e The Smiths. Gothic rock: em música, chama-se de gótico, em geral, o rock com predominância de tons menores. Frequentemente trata de passagens tristes e melancólicas em suas letras. Outra característica do gótico é o uso de aparelhos de música eletrônica. Exemplos: Bauhaus, Alien Sex Fiend, Christian Death, Sisters of Mercy e The Birthday Party. Há muita confusão por parte dos ouvintes de gothic metal, que tem pouca relação com o rock gótico. Rock alternativo ou indie rock: rock alternativo, ou independente, é o movimento que procura sonoridades diferentes dentro do rock, fugindo do hard rock. Usam de um apelo diferente, trazendo influências de outros estilos e experimentando coisas novas, como o Sonic Youth e Pixies. O termo indie vem de independent, "independente", ou seja, bandas underground que não tinham apoio das grandes gravadoras. O rótulo de rock alternativo é usado para enquadrar tudo que não se enquadra nos outros nomes. Hardcore: Dead Kennedys, Discharge e Exploited são apenas alguns dos nomes mais conhecidos desta variante do punk, muito mais barulhenta e politicamente orientada (por isso denominada por alguns de "anarco-punk"). Bandas como Bad Religion, Descendents e Hüsker Dü ( as duas ultimas faziam um hardcore / punk rock mais limpo com letras voltadas ao cotidiano), deram origem ao Hardcore Melódico, que fez escola nos anos 90. Rock brasileiro: artistas e bandas como Cazuza e Renato Russo que explodiram no Brasil com seu rock e suas idéias. Alguns destes expoentes foram: Os Replicantes,Os Inocentes,Ultraje a Rigor, Lobão, Ira!, Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso Titãs, RPM, Fausto Fawcett e Os Robôs Efêmeros, Engenheiros do Hawaii, Garotos Podres,Camisa de Vênus, Plebe Rude, 365, Capital Inicial, Barão Vermelho, Blitz, Lulu Santos, Catedral, Kid Abelha, Raul Seixas e Nenhum de Nós.
DÉCADA DE 2000
Com o pop dominando as paradas, o rock parecia ter perdido a força. No entanto uma nova vertente do estilo, mais consciente sobre a relação do rock e a diversidade da música surgiu, demonstrando toda a vitalidade do ideal do "rock'n'roll" que insiste em não morrer. Grupos com influências diversas se dividiram entre aqueles que eram excessivamente influenciados por outros estilos de música e aqueles que preferiam manter a crueza dos fundamentos. Tendo em comum, porém a aceitação da heterogeneidade e a exaltação da história trilhada pelo rock até então, motivo pelo qual muitas das bandas surgidas nessa época serem acusadas de apenas "requentar" fórmulas já expostas por outras bandas.
Uma das bandas que comumente é associada a esse período é The Strokes. Porém o título de "salvadora do rock" é impreciso uma vez que a banda não se impôs como um novo paradigma. No entanto, trouxe a tona o hábito, por parte da mídia e do marketing, de eleger aquele que deveria segurar as rédeas do meio cultural do rock, o que eventualmente acaba não acontecendo.
Mas não foram só os Strokes que viraram queridinhos da mídia: The Vines, Yeah Yeah Yeahs, Interpol, Libertines e White Stripes também foram chamados de "the next big thing", tendo, no entanto, apenas uma importância módica na cultura pop.
No outro lado da questão, algumas bandas surgiram e/ou se estabeleceram distante de círculos hypados dos jornais de Londres e das pistas de dança modernas. Algumas delas são: Queens of the Stone Age e The Mars Volta.
Indie rock: O indie rock dessa década (que se afastou completamente da proposta original de rotular bandas auto-produzidas) perdeu toda a ideia dos anos 90 e ficou mais conhecido por serem bandas de rock alternativo se aproximando do pop, os diversos subgeneros criados com esse estilo são marcadas pelo revivalismo do pós-punk do anos 80 só que feito de um jeito mais contemporâneo. Típicas bandas influenciadoras: Gang of Four, Blondie, Joy Division, The Cure. Alguns exemplos desse estilo: Franz Ferdinand, Bloc Party, Kaiser Chiefs, 'The Coral, Raconteurs, She Wants Revenge, Arctic Monkeys etc. O indie rock dos anos 2000, acabou levando a muitos outros estilos, alguns até hoje não rotulados. A situação caminhou a tal ponto que é quase impossível saber o que é e o que não é indie rock. Garage rock revival: Altamente confundido com o indie rock. O garage rock revival é um rock minimalista: poucos acordes, guitarristas distorcidas, sem "firulas". Seria uma especie de rock de garagem só que mais moderno e mais bem elaborado. Diferente do conhecido garage rock, o garage rock revival dos anos 2000 não segue as regras do anteriores, dos anos 60 e 80, ele só é chamado de "garage rock" por ser um rock cru. Dance-punk (ou disco-punk): Pode ser considerado um tipo de indie rock, pois também tem clara influencia do pós-punk. A mistura de ritmos e batidas dançantes com o punk e a New Rave, movimento que começou em Londres e tem como percussores as bandas: Radio 4, LCD Soundsystem, Klaxons, Shitdisco, The Rapture e tem como maior característica a mistura do punk rock, pós-punk e samples de Música Eletrônica atuais. Em 2006 fora criado a New Rave, um movimento de Dance-punk europeu.
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